Não é só um jogo: veja como o amor pelos games mudou a vida destas pessoas

Não é só um jogo: veja como o amor pelos games mudou a vida destas pessoas

Arquivo pessoal

Loureiro já conseguiu comprar um apartamento à vista e quitar seu carro por conta dos games Imagem: Arquivo pessoal

Rodrigo Lara

Colaboração para o UOL, em São Paulo

06/01/2019 04h00

Os videogames podem assumir papéis variados na vida de quem joga, indo desde uma fonte de diversão e um hobby chegando, em alguns casos, a virar uma profissão.

Há situações nas quais os games podem ser uma influência positiva na vida de alguém mesmo quando essas pessoas não estão, necessariamente, jogando.

Um caso do tipo é o do capixaba Felipe Loureiro, de 35 anos, que decidiu parar de fumar por causa dos games. “Eu estava noivo e com o dinheiro contado para a compra de um apartamento e para realizar o casamento. Mas queria muito o console novo, então fiz um acordo com a minha noiva que eu ia parar de fumar para economizar e comprar um Xbox One”, conta.

Loureiro diz que essa decisão foi “um momento de bastante pressão” e que, por conta disso, o sonho da casa própria foi adiado por um tempo. A opção, no entanto, rendeu positivamente não apenas para a saúde do gamer.

Por morar em uma cidade pequena, Felipe passou a encontrar outros jogadores para partidas online. “Acabei criando uma comunidade que começou com umas quatro ou cinco pessoas, mas que cresceu rapidamente. Hoje eu tenho um dos maiores canais orgânicos do Brasil focados em Xbox no Mixer [serviço de streaming da Microsoft] e a comunidade já passou de 140 mil membros”, conta.

Além da comunidade, Felipe passou a produzir conteúdo em um site relacionado a games. Lembra que ele havia, de certa forma, adiado os planos para a compra de uma casa própria por causa do Xbox One? “Com o tempo, comecei a monetizar essas plataformas e consegui comprar meu apartamento à vista e quitar meu carro”.

Ele também conta que, por meio da mobilização da comunidade, foi possível ajudar instituições de caridade. “Ajudamos a Fundação Fé e Alegria do Brasil, que dá abrigo e cuidados para crianças carentes. A comunidade se mobilizou e conseguimos colocar um ar-condicionado nos quartos dos bebês, reformamos o berçário e também a van que leva as crianças para os passeios”, lembra Felipe, que frequentemente realiza ações do tipo em seu canal Feliperama.

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Sem os braços, Diogo aprendeu a jogar utilizando os pés: “Os games me ajudaram a me aperfeiçoar naquilo que eu gosto” Imagem: Arquivo pessoal

Games que incluem

Hoje com 22 anos, o carioca Diogo Alves não teve uma infância tradicional. Por não ter ambos os braços, o “Pé”, como ficou conhecido, acabava excluído das brincadeiras mais comuns entre as crianças.

“A minha deficiência não permitia brincar de esconde-esconde ou pega-pega. Então a minha diversão acabava sendo os games e com eles eu conseguia me distrair e também conhecer pessoas online”, conta.

Interessado por tecnologia, Diogo encontrou nos games uma forma de aprender sobre o assunto. “Sempre fui curioso e procurava aprender sozinho sobre diversos assuntos, até entrar na faculdade. Na época, meu Xbox 360 acabou me ajudando nos estudos porque eu abria ele ficava mexendo nos componentes para aprender na prática”, diz.

Além da ajuda na hora de estudar, Diogo conta que os games também tem dado novas oportunidades. “Tenho um canal que está virando minha fonte de renda e também fazendo eu ser convidado para eventos. A primeira vez que viajei para outra cidade foi na última Brasil Game Show. E foi de avião, além de tudo. Os games me deram as ferramentas que eu precisava para ter ânimo e incentivo para continuar estudando e me aperfeiçoando naquilo que eu gosto”, comemora.

Arquivo pessoal

O que era para ser um hobby acabou virando profissão para Wellington, que fabrica itens personalizados relacionados a games Imagem: Arquivo pessoal

Sem precisar jogar

O caso de Wellington Oliveira, de 28 anos, mostra que os games podem mudar a vida de alguém até mesmo quando a pessoa não está jogando. A história começa de maneira triste: após sofrer dois acidentes consecutivos em menos de dois anos – em um deles, Wellington perdeu dois dedos da mão -, ele ficou sem seu emprego em uma fábrica de luminárias.

“Estava ocioso e tinha acabado de receber o dinheiro da indenização do meu acidente de trabalho, então comprei um PC e uma TV nova e pensei em fazer uma mesa diferente para mim. Como sou fã de Xbox resolvi fazer no formato do controle. Quando ela estava quase pronta, compartilhei uma foto no grupo do Facebook e o pessoal gostou muito”, lembra.

Mais do que um mero reconhecimento pontual, a boa recepção da comunidade o motivou a investir na produção de itens do tipo, já que ele passou a receber encomendas. “Só a foto da base da mesa teve quase duas mil curtidas. Muita gente se interessou e comecei a receber pedidos”.

Hoje, Wellington fabrica diversos tipos de produtos, como avisos de portas, pôsteres, porta-copos, luminárias entre outros. Além disso, o que era um hobby divulgado em redes sociais acabou virando uma atividade promissora. “Além de receber encomendas, também distribuo meus produtos para uma rede de lojas de games em São Paulo”, o que mostra que os videogames são capazes de mudar a vida das pessoas até mesmo quando elas não estão jogando.

via: UOL Jogos

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