Crítica | Star Wars: Os Últimos Jedi – A Força é para todos ou não?

Jedi no foco novamente: precisamos falar sobre a Força

Os Ultimos Jedi, segundo episódio da trilogia atual, chega com força, literalmente. Contudo totalmente divisiva. Onde se encontram fãs encantados de terem visto o melhor filme da saga e os desapontamento de outros que gostariam até mesmo desconsiderar o longa do cânone oficial. Buscando novos limites da franquia e diferente do agradável, mas não menos divertido Despertar da Força de J.J. Abrams, o filme 8 sai da zona de conforto cutucando a nostalgia, quebrando regras e anunciando uma nova fase.

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Ao invés de uma esperada continuidade nos deparamos com uma arrojada virada de ciclo da franquia

Já de cara nos deparamos com um início bem seguro para o que se espera de um Star Wars. Naves espaciais e perseguição da Primeira Ordem aos Rebeldes. O arco de Poe Dameron é um dos melhores do filme até o fim dele, que não é previsível e dá excelentes lições que corroboram com o ideal do filme. Finn (John Boyega) dessa vez se aventura com Rose (Kelly Marie Tran) nova personagem que entra muito bem e ajuda muito na nossa interpretação dos papéis e importância dos heroísmos presentes no filme.

Falando em heróis, além dos acima citados temos uma respeitosa e essencial participação da nossa eterna princesa Leia (Carrie Fisher) e os droids ‘mitando’ principalmente BB-8 que parece mais evoluído. Já Luke Skywalker (Mark Hamill) & Rey (Daisy Ridley) são como os motores nostálgicos e motivacionais respectivamente do filme. Se por um lado a curiosidade e a beleza da “Ilha dos Jedi” nos deixa sedento como Porgs por mais, a trama de Luke dá aquele feeling de ‘tá bom, já entendi, pode avançar…’.

Teria Star Wars inventado os Vilões Mal Aproveitados?!

Salvo as exceções de Palpatine e Vader, como habitual da saga, os vilões, subvilões ou seus personagens de apoio não são elevados e bem explorados, se é que são em algum momento. Kylo Ren (Adam Driver)…graças a Rey… e General Hux (Domhnall Gleeson) derrapam menos mas é imperdoável a maneira que Capitã Phasma (Gwendoline Christie) e Líder Supremo Snoke (Andy Serkis) são usados. Fica difícil estabelecer vínculos e sentimentos maiores, atrapalhando a sensação de dever cumprido na conclusão de objetivos. E nisso faz o 2º ato mais pesado e levemente maior do que deveria ser.

As inspirações foram beber na mesma fonte onde beberam os primeiros SW. Misto de Flash Gordon com Samurais, uma pitada de anime e já usual Deus Ex Machina. Ou seja, frequentemente mostra algo curioso, quebra o mistério, faz a ruptura, surpreende e volta ao ponto inicial. O diretor Rian Jonhson deixa um caminho muito aberto, o que seria normal de um filler ou filme de meio. Mas o filme não acabou ainda.

O Lema do Johnson é Ousadia & Fotografia

Ainda temos o 3º ato…E QUE ATO! Muitas Palmas e preparem as molduras para os quadros que virão de muitos momentos que acontecem nesse desfecho. Uma batalha impressionante num planeta maravilhoso. Poucas palavras descrevem o que se vê e o que se sente, principalmente no epílogo, onde a cena do final fez com que finalmente o filme me tocasse e tive a recepção total que pude captar do filme: A Força é de todos, SIM.

É para o novo fã e é para o velho fanático. Se você não quer o desenrolar da história, novos personagens e contemporaneidade, lamento muito mas só lhe sobrou o passado. E se você que não conhece nada e quiser abraçar uma nova aventura, abrace a força. O Star Wars é uma saga para todo mundo e assim que deve ou deveria ser. Talvez um dos precursores do que conhecemos de franquias de ficção de hoje, inclusive pela Marvel ou Disney, onde temos cenas icônicas e desenvolvimento confuso, diversão e decepção, grandes heróis e vilões vazios. Temos um dos melhores filmes dos últimos tempos e ainda assim uma das mais frustantes histórias de Star Wars.

Notas da Crítica

Ficha Técnica

Star Wars: The Last Jedi
Star Wars: Os Últimos Jedi (PT/BR)
 Estados Unidos
2017 •  cor •  152 min
Direção Rian Johnson
Produção Kathleen Kennedy
Ram Bergman
Produção executiva J. J. Abrams
Jason McGatlin
Tom Karnowski
Roteiro Rian Johnson
Baseado em Star Wars
de George Lucas
Elenco Adam Driver
Daisy Ridley
John Boyega
Oscar Isaac
Mark Hamill
Carrie Fisher
Kelly Marie Tran
Lupita Nyong’o
Billie Lourd
Domhnall Gleeson
Anthony Daniels
Gwendoline Christie
Andy Serkis
Benicio del Toro
Gênero Épico
Aventura
Fantasia
Ficção científica
Space opera
Música John Williams
Cinematografia Steve Yedlin
Edição Bob Ducsay
Companhia(s) produtora(s) Lucasfilm Ltd.
Ram Bergman Productions
Distribuição Walt Disney Studios Motion Pictures
Lançamento Estados Unidos 9 de dezembro de 2017 (Shrine Auditorium)
Brasil 13 de dezembro de 2017
Portugal 14 de dezembro de 2017
Estados Unidos 15 de dezembro de 2017
Idioma Inglês
Orçamento US$ 200 milhões[1]
Receita US$ 494.565.957[2]
Cronologia
Star Wars: The Force Awakens
(2015)
Star Wars: Episódio IX
(2019)

 

One Comment

  1. Areli Pereira Reply

    Incrível! O ator Adam Driver se compromete muito com o personagem. Eu gostei e você? Me surpreendeu o ator. Seu trabalho é excelente como neste filme. Sigo muito os filmes com Adam Driver, sempre me deixa impressionada em cada nova produção. O vi recentemente em um bom filme chamado Lucky Logan Roubo em Família, foi um dos melhores filmes de comedia de 2017 eu recomendo!, o êxito do filme se deve muito ao grande elenco que é bastante conhecido pelo seu grande trabalho. Foi o meu filme preferido.

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